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A duração do dia, de Adélia Prado

 

Adélia Prado é uma escritora que tem a alma nas mãos. Uma alma que fala além das palavras, além dos sentimentos, que fala aos nossos anseios, que liquefaz nossas angústias trazendo a fé, a sensibilidade, a noção maior do acreditar.

Adélia Prado — premiadíssima autora de Bagagem e Filandras, e com mais de 500 mil exemplares vendidos de sua obra — é uma das mais aclamadas escritoras da literatura brasileira. Com uma obra que inclui prosa, poesia e, recentemente, a estreia na literatura infantil com Quando eu era pequena, Adélia encanta mais uma vez em A Duração do Dia pela linguagem ao mesmo tempo poética e impactante.

Depois de dez anos sem publicar um livro de poesia, Adélia retorna ao gênero que a consagrou. E confirma porque é uma das maiores poetisas do país. A Duração do Dia expõe uma poetisa sutil e sedutora, em versos que falam de amor, desejos, frustrações, sonhos. Uma sinuosa viagem pelos caminhos do coração. Com um estilo que contrasta a leveza das palavras com a força dos sentimentos, seu olhar único sobre as coisas aparentemente desimportantes do cotidiano revela a perplexidade e encantamento da vida.

Numa narrativa extremamente pessoal, Adélia volta a temas recorrentes em sua literatura: a vida provinciana, a religiosidade, as cores do campo, num espelho de sua própria experiência. Muitas vezes, Adélia opta por expor conflitos entre o sagrado e o profano, observados a partir de coisas simples da natureza ou até mesmo da leitura de um texto religioso. O livro traz textos repletos de emoções que, para a autora, são inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento.

Apesar de muitos e variados, abordando temas tão diversos quanto o amor carnal, o amor divino, a vocação do poeta, as cores e as dores da vida, os textos de A Duração do Dia possuem uma unidade, uma fala peculiar. Uma viagem literária de 24h, mas que permanece eterna em cada página.

O livro acaba de ser lançado e já foi premiado com o 1º lugar no Prêmio Alphonsus Guimarães, da Fundação Biblioteca Nacional.

Mais…

- Leia matéria publicada no Diário Catarinense;
- Assista à primeira parte da entrevista concedida a Edney Silvestre, no Espaço Aberto Literatura;
- Leia matéria publicada no Estadão;
- Leia matéria publicada na Revista Isto é.
 

A duração do dia
 Adélia Prado
Editora Record
, 112 págs (R$ 27,90)

dezembro 5, 2010 Publicado por | Poemas | , , | Deixe um comentário

Asfalto, de Sérgio Bernardo

 

Ligado à imprensa desde 1999, atuan­do como jornalista e cronista, Sérgio Bernardo nasceu no Rio de Ja­neiro, capital. Poeta e contista, come­çou na literatura em 1984, sendo premiado em diversos estados do Brasil, em várias cidades de Portugal e tam­bém na Argentina. Entre os prêmios destacam-se o Escriba de Poesia (2000), Helena Kolody de Poesia (2002), Pau­lo Leminski de Contos (2002), Prêmio OFF FLIP de Poesia (2006), Femup (2008), Cidade Poesia (2009), Ufes (2010) e o Felippe D’Oliveira em várias edições. Publicou, em 2005, Caverna dos signos (poesia e prosa), a convite da Secretaria de Cultura de Nova Friburgo/RJ, cidade onde mora.

Asfalto eleva a uma condição quase épica os que vivem no meio-fio, os despossuí­dos, os que exercem diuturnamente o ofício da miséria, os excluídos do sistema, os cidadãos do asfalto que alimentam as estatísticas da injusti­ça com seus andrajos. Os poemas reunidos neste livro demarcam um lirismo a um só tempo contundente e co­medido, a meio caminho entre a concisão de Mario Quintana e a crueza de João Cabral.



Lançamento:

19 de novembro de 2010, às 19h00
Livraria Travessa de Ipanema
(Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema – RJ)

26 de novembro de 2010, às 19h00
Livraria Livraria da Vila – Jardins
São Paulo

O livro está à venda no Site da Martins Fontes.

novembro 17, 2010 Publicado por | Poemas | , | Deixe um comentário

Convite carioca, de Sandra Lopes

agosto 24, 2010 Publicado por | Poemas | , | Deixe um comentário

Sexo, tempo e poesia, de Paula Cajaty

 

Paula Cajaty, por suas próprias palavras, escreve desde que amou pela primeira vez. Por formação, se tornou advogada, mas por vocação sempre fez das letras um caminho para alcançar seus sonhos.

Paula não é só uma amiga querida, uma parceira incrível do nosso site Sobrecapa, é uma poeta que nos emociona. Mas é uma emoção que não tem lágrimas, mas uma tsunami de sentimentos, da constatação de que sempre podemos aprender e apreender mais, sempre podemos reconhecer o outro, repensar nossa vida.

Seu primeiro livro Afrodite in verso deixou seus leitores assim. E agora ela nos presenteia com Sexo, tempo e poesia.

Porque sexo, tempo e poesia se misturam é que Paula batizou assim seu segundo livro. É possível haver sexo sem poesia? Sim, mas não seria nem de longe tão bom. E dá para ter prazer sem tempo, correndo? Dá, mas é como comer sem saborear. Fazer poesia sem tempo também desanda o verso, que sai como um anjo torto.

Em Sexo, Tempo e Poesia os temas dialogam, brincam entre si como variáveis matemáticas, sempre com um resultado novo. Em versos curtos ou longos, a escritora registra um cotidiano afetivo com o qual os leitores podem se identificar, porque todos somos demasiado humanos, amamos, sofremos e sorrimos enquanto o tempo corre veloz, ou passa lento.

Simples, direta, ardente e doce, Paula Cajaty mostra, ou melhor, desvenda versos maduros em seu segundo livro. Como tão bem descreve o jornalista e poeta mineiro André Di Bernardi no prefácio do livro: Sexo, Tempo e Poesia é para ser lido na penumbra, dentro do centro do silêncio propício”.

Para saber mais da autora, visite seu site: http://www.paulacajaty.com

Lançamento:

* Dia 10 de junho (qui), a partir de 19h00,
na Livraria da Travessa do Shopping Leblon 
(RJ)
Av. Afrânio de Melo Franco, 290 lj 205-A - Leblon – RJ
(21) 2430-8100

Acesse o convite.

 

Mais…

- Leia o perfil da autora aqui no Sobrecapa;
- Acesse o site da autora;
- Leia divulgação no site da Libre;
- Veja divulgação feita no site do Globo online.

Sexo, tempo e poesia
Paula Cajaty
Editora 7 Letras, 104 págs, R$ 35,00

Leia o texto da quarta capa:

“MANCHADA

a poesia ressurge
e dela não me afasto
me gasto no grafite
que se ressoa e se arrasta
escandaloso preto
no silêncio pautado.

a poesia põe em mim
palavras que apenas risco.

não apago com borracha
o que me mancha na vida.

Leia alguns trechos:

Faço poesia / como faço amor / sem regras” (Desregrada)

“… é ele que me conduz / o tempo, assim / me domina num átimo / treme no silêncio / e depois esvaindo / vai se perdendo de mim” (Descontando segundos)

junho 5, 2010 Publicado por | Poemas | , , | Deixe um comentário

Vinis mofados, de Ramon Mello

capa

capa

Ramon Mello tem 25 anos, é jornalista, poeta e ator, e com o trabalho que vem desenvolvendo tem obtido um bom retorno no meio literário.

Como jornalista, Ramon realizou várias entrevistas, escritas e gravadas, que registram o que pensam os novíssimos autores da literatura brasileira. Trata-se de um trabalho que representará, no futuro, um importante documento, que permitirá uma leitura mais ampla sobre a literatura do início do século XXI. Ao lado das obras propriamente ditas, as entrevistas sempre foram um instrumento revelador das tendências que os artistas seguem, dos seus interesses e objetivos.

Fruto também de sua experiência como jornalista, Ramon Mello agora publica Vinis mofados, seu primeiro livro de poemas. O título revela o diálogo com uma das obras mais estimadas por seus contemporâneos, Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu, que, entre outros aspectos, deixou como legado, desde os anos 1990, o amor pela música popular brasileira. Legado que foi muito bem absorvido por poetas como Augusto Guimaraens Cavalcanti, Bruna Beber e, agora, Ramon Mello. Em Vinis mofados encontramos uma série de características típicas da Geração 00, a que pertence Ramon, embora estejam desenvolvidas sob uma linguagem própria, que toma da música popular o sentimentalismo das relações amorosas, mas encoberto de humor e ironia.

Com versos preponderantemente curtos, que “fotografam” cenas do cotidiano afetivo, Vinis mofados trabalha o humor e a ironia como vias de acesso à profundidade dos sentimentos, distanciando-se, contudo, de qualquer possibilidade de abraçar o “peso” como quem abraça o sustentáculo de sua poesia. Ao contrário, Ramon Mello explora o verso simples, mas não fácil. E a simplicidade reúne-se muito bem ao flerte com a música popular brasileira e ao registro do cotidiano afetivo e urbano de seu livro de estreia.

O lançamento do livro ocorreu em outubro.

“Sempre fui alérgico. Principalmente à poesia que afasta o leitor da palavra, criando uma espécie de ‘quarta parede’. Poesia Muro de Berlim, Poesia Muralha da China. Quando coloquei o livro de Ramon Mello na vitrola, não espirrei, nem tossi, embarquei porque fui chamado a embarcar.  Porque o poeta aqui abre os braços, sem paredes.  Fui faixa a faixa escutando o barulho de uma agulha cheia de desejos na Língua. Como um afro-samba em que o corpo não consegue parar de sacudir. Eu dancei porque a palavra dançou nesse monte de ritmos e amplificações. Vinis mofados é um hit!”

Rodrigo Bittencourt

Mais…

- Leia o perfil do autor aqui no Sobrecapa;
- Acesse o blog do autor – Sorriso do Gato de Alice;
- Acesse o blog do autor – Click(in)versos;
- Leia matéria sobre Vinis Mofados, publicada no Caderno 2 do Estadão de São Paulo;
- Assista ao vídeo de Ramon Mello lendo poemas do livro Vinis Mofados;
- Leia matéria sobre o escritor e seu lançamento, publicada no Jornal Cruzeiro do Sul;
- Leia poemas do livro Vinis Mofados, publicados na Revista O Grito!
- Leia sobre Ramon e o livro Vinis Mofados, no site NetSite.

Vinis Mofados
Ramon Mello
Editora Língua Geral, 96 págs., R$ 25,00

* Leia a orelha do livro *

outubro 22, 2009 Publicado por | Poemas | , , | 1 Comentário

   

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