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Sobrecapa literal indica (RJ): Lançamento de Colcha de Retalhos, de Rodrigo Domit

Originalmente, o Colcha de Retalhos foi editado em 2008 para participar do Prêmio SESC Nacional de Literatura. Após um ano de exercícios com textos literários curtos, o autor decidiu organizar a obra com 100 contos curtos distribuídos, um a um, por 100 páginas. O título da obra seguiu-se a esta ideia de reunir no mesmo espaço diversos e pequenos textos literários. Naquele concurso, a obra foi selecionada entre as três finalistas da região Sul do país.

Em 2010, os originais foram reeditados e enviados para o Prêmio Utopia, organizado pela Utopia Editora. A segunda versão da obra ficou com 73 contos curtos, permanecendo fiel à ideia de reunir textos curtos, com conexão no estilo, mas abordando temas variados, do cotidiano ao surreal e do emocional ao filosófico. Desta vez, ao conquistar a primeira colocação, ficou garantida a publicação do livro.

Colcha de Retalhos
de Rodrigo Domit
Utopia Editora
(80 pps., R$ 10)

dezembro 3, 2011 Publicado por | Contos, Convites de Lançamentos, Eventos, Sobrecapa Literal | Deixe um comentário

Sobrecapa Literal indica (RJ): Lançamento de “A palavra ausente”, de Marcelo Moutinho, dia 28/11

Release:

Um ônibus que circula pela zona sul do Rio; a cabine telefônica de uma associação de moradores; o exíguo boxe de um banheiro. É em espaços assim, onde as dimensões mais corriqueiras articulam o ímpeto de microcosmos sempre surpreendentes, que se desdobram alguns dos contos de A palavra ausente, novo livro do escritor carioca Marcelo Moutinho.

Por esses cenários triviais – e, por isso mesmo, tão ardilosos – circulam personagens para os quais a perda, ou a ausência, está sempre à espreita. Aliás, o título do livro já sugere a questão que vai pairar, como uma sombra, sobre as dez histórias. Em dupla acepção semântica, pode aludir à carência da palavra, mas também expressar uma simples menção ao vocábulo “ausente”, à falta de algo, ou de alguém.

Algumas vezes, essa ausência se impõe forma de uma falta intransponível – como em “Àgua”, no qual um filho dá banho no pai doente, antecipando o vazio do fim, ou “Folia”, em que um mestre-sala vê o seu cotidiano redimensionado pela partida da companheira. Noutras, surge como a aparição da ideia da morte, pela primeira vez, no universo infantil – casos de “Jogo-contra” e “Dindinha”. Há, também, a aflição da perda nas relações amorosas; a espera ainda oclusa pelo surgimento de um filho na rotina de um casal; o silêncio atordoante de um telefone que não toca.

E nem sempre a ausência se refere à distância de uma pessoa. No fio que une os contos de A palavra ausente cabe, ainda, o sentimento de perda impulsionado pelo desejo não-realizado da própria literatura: caso de “Dona Sophia”, no qual a camareira de um hotel em Manaus é assaltada pelo fascínio da leitura, após o encontro com uma autora célebre.

Passando inteiramente ao largo dos lugares-comuns atrelados ao tema, o autor reforça neste novo trabalho o estilo que já havia marcado sua obra anterior, Somos todos iguais nesta noite, também publicada pela Rocco. Os pequenos dramas encenados no espaço urbano são narrados com uma prosa ao mesmo tempo lírica e objetiva, que, como destacou Cíntia Moscovich na orelha do livro, realiza um “mergulho corajoso e solidário na densidade humana”. Com maestria literária, Marcelo Moutinho perscruta os meandros da ternura, em histórias que revelam: a delicadeza nunca é simples.

 

O autor

 

Marcelo Moutinho nasceu no Rio de Janeiro, em 1972. É autor dos livros Memória dos barcos (7Letras, 2001) e Somos todos iguais nesta noite (Rocco, 2006). Organizou a coletânea de ensaios Canções do Rio – A cidade em letra e música (Casa da Palavra, 2010), além das antologias Prosas cariocas – Uma nova cartografia do Rio (Casa da Palavra, 2004), Contos sobre tela (Pinakotheke, 2005) e Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa (Casa da Palavra, 2009), das quais é também coautor. Mais em www.marcelomoutinho.com.br.

 

 

A palavra ausente
Marcelo Moutinho
Editora Rocco
(
120 pp., R$ 29,50)

 

 

novembro 27, 2011 Publicado por | Contos, Convites de Lançamentos, Eventos, Sobrecapa Literal | Deixe um comentário

Sobrecapa Literal indica (RJ): Encontro de leitura com Milton Hatoum

agosto 16, 2011 Publicado por | Contos, Eventos, Sobrecapa Literal | Deixe um comentário

vida cachorra, de Mariel Reis

Texto da Orelha, assinado por Bruno Bandido:

            Uma galeria de pessoas vira-latas normais. É isso o que você vai encontrar nesses contos de Mariel Reis – onde a barbárie pode ser vista como só mais uma consequência da natureza humana e a loucura é um desvio disfarçado.

            Costumo pensar que a única diferença entre o ser normal e o ser louco é que o normal sabe esconder melhor suas bizarrices. Aí é que entra o escritor Mariel em Vida Cachorra. Ele parece ter a manha de inventar histórias pra essas pessoas que a gente vê por aí, dentro de ônibus circulares ou nas filas de uma casa lotérica.

            Um vendedor de sapato fetichista, um Papai Noel bandido, um presidiário bígamo, um funcionário correto que, depois de tanta porrada, decide trabalhar a favor de si mesmo. Clichês ambulantes suburbanos capazes, como qualquer um, de amar e perdoar e perder a razão. De tomar alguma decisão momentânea e acabar na editoria policial de um jornal popular.

            Curtos e secos e complexos – como a narrativa do escritor, calcada em frases diretas e ritmo ditado por imagens que, por sua vez, são ditadas por ações. Não há marasmo nessa vida cachorra; e se houver, cuidado, ele pode ser um bocado perigoso.

            O que me fica na cabeça depois de acabar a leitura, é essa vontade suja que alimenta as relações humanas. É o egoísmo paradoxal que nasce com a gente. Como aquele personagem que é capaz de assassinar alguém pra salvar a vida de um ente querido – e isso também é sujo e isso também é egoísta, mesmo que movido pela compaixão.

            Sou capaz de entender um crime, desde que ele seja passional. Se você pensa o mesmo, vai entender as histórias de Mariel Reis. Se não, siga em frente e leia o livro e alguma outra corrente de pensamento vai aparecer. Não há uma única saída e o leitor é quem escolhe o caminho a seguir.

Texto de quarta capa, assinado por Paulo Lins:

Não sei por que o ser humano escolheu viver em so­ciedade. Talvez seja para o sexo ficar mais fácil e conse­quentemente para reprodução dessa espécie aí que a gente faz parte. O motivo é bom, mas o problema é que nossos sentimentos, na maioria das vezes, superam a razão. Eu já tenho problemas com meu vizinho e me vem o povo dizer que eu sou globalizado nesse mundo com o lógico abalado com os acontecimentos de tantos desejos sem fim.

Eu acima de qualquer coisa! O meu tudo é o que vale, mesmo que eu não tenha consciência da maioria dos fatos, mesmo que as regras do jogo sejam todas afanadas.

Vida cachorra somos todos nós em qualquer parte do mundo, em qualquer quarto da terra, em qualquer cama. O livro nos vai revelando nós mesmos. Cumprindo a fun­ção da Literatura que é a de aguçar a nossa imaginação e tornar fácil o se sentir no lugar do outro com todos os sentimentos nos dados pela História. Sua vida também é cachorra já que fazemos parte disso tudo.

Texto do Prefácio, assinado por João Anzanello Carrascoza:

então. como não sou do reino deste mundo – a literatura cruel –, aqui retratado por mariel reis, posso dizer sem melindres, a delicadeza de lado, com letras minúsculas, sem capitular nem nada, e com a mesma pontuação dele, de propósito transgressora, igual à existência me­nor de seus personagens: você vai se surpreen­der. sim, sou um parrésico, é meu dever falar a verdade (a minha, claro!) sobre estes contos de vida cachorra. macondo, pasárgada, nanja? não, brasil mesmo, aqui, agora. o cru e o mal cozido. realidade que late em subúrbios, vere­das urbanas do nosso mundo-país. ficção de raiz nelson-rodrigueana, rubemfonsecamente direta, que dalton-trevisanda com as próprias pernas e coisa e tal. vá se preparando que, se falta metáfora, sobram vísceras livro-adentro: no osso é que rói a mó da comédia humana. o grotesco sublima, em ação incisiva, como ponta de faca na pele, caco de vidro na carne. escrita dura, que ruge, lama que emerge de al­mas miúdas. amor de real interesse. aquilo que somos lá no nosso fundo, negro. a nossa po­ção podre da maçã. e o estilo? anti-beletrista. o árabe lá com sua adaga, exibindo-a, arabescos no ar. um tiro nele e pronto. adeus, malabarista! assim é a coisa aqui. rude, mas tocante. como

a vida. só aquele que está na outra face, para saber a força de seu avesso. é isso o que encon­tramos nestas histórias: maldades. e das boas. o que fica? fique de olho neste menino, mariel reis. talento refinado, do lodo ele extrai flor de lótus. é preciso ter sensibilidade para captar o bruto. mariel tem. indiscutível.

Lançamento:

02 de março, às 19h,
na Livraria da Travessa – Ipanema
Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema (RJ)

vida cachorra
Mariel Reis
Editora Usina de Letras  (Selo Vermelho Marinho) (78 pp., R$ 20,00)

fevereiro 27, 2011 Publicado por | Contos | , , | 1 Comentário

Mário de Andrade: seus contos preferidos, org. de Luiz Ruffato

fevereiro 4, 2011 Publicado por | Contos | , , | Deixe um comentário

Fragmentos do Desencontro, de Joana Cabral

 

Um livro projetado para provocar no leitor o prazer estético e a reflexão, em doses iguais de intensidade. É assim que a autora Joana Cabral define “Fragmentos do Desencontro”, seu novo livro de contos. A obra é composta por 23 contos, que têm como ponto em comum a abordagem de fatos do dia a dia por uma perspectiva inusitada. “Meus contos “desenganam” o leitor; o final feliz nem sempre acontece no desenlace dos pequenos dramas do quotidiano”, relembra a ficcionista.  

”Minha escrita é o resultado do que recolho em bruto, no ir e vir à escola de minha filha, de um percurso eventual de metrô ou de ônibus. Geralmente, quando sento ao computador, já tenho toda a narrativa pronta”, revela a autora, que, também, investiga registros em fotos do quotidiano publicados na imprensa, como fontes de estímulo à sua escrita.

Sobre a autora:

Joana Cabral é contista e roteirista de teatro. Nasceu em Juiz de Fora (MG) e foi criada em Brasília, onde atuou como empresária por quinze anos.  Mas a leitora compulsiva dos clássicos e da moderna ficção nacional e estrangeira, falou mais alto. Joana deixou os negócios e migrou para a carreira literária. Formou-se em Letras e dois anos depois, já radicada no Rio de Janeiro, recebeu o prêmio “Osman Lins de Contos – 2005”. “Fragmentos do Desencontro” é o primeiro livro solo da autora, que já foi  publicada na “IV Antologia de Contos de Autores Contemporâneos”. Adaptou para o teatro o livro infantil “O Capitão e a Sereia”, de “André Neves”. Lançou, recentemente, a revista eletrônica “Mulheres de Opinião”.

Site: www.mulheresdeopiniao.com.br
Twitter
: @joanadcabral
E-mail: joana@mulheresdeopiniao.com.br

 

Lançamento:

11 de novembro de 2010, às 19h30
Livraria Ponte de Tábuas
(Rua Jardim Botânico, 585, esquina com J. J. Seabra - Jardim Botânico – RJ)

 

Fragmentos do Desencontro
Joana Cabral
Editora Pedro e João Editores (SP), 116 págs, R$ 24,90

 

Leia depoimentos sobre o livro:

 

“O livro “Fragmentos do Desencontro” apresenta vinte e três contos que aparentam desenrolar-se estritamente no horizonte do prosaico para, em seguida, lançar-nos no estranhamento da perda repentina de contato com o previsível. Algo quebra a narrativa do cotidiano dos personagens para instaurar um outro ordenamento do pressuposto real. É nesse movimento pendular entre o lugar do comum e o lugar do insólito que se consolida a matéria poética da prosa de Joana Cabral.”

Igor Marques, artista plástico e poeta

“Joana Cabral produz uma obra densa, cheia de som e fúria, onde os personagens nos alertam para o desconforto de viver, mas apontam para uma solução e sempre, como no final do conto “Entre Demônios”, vale a pena viver. Estamos diante de uma contista que sabe narrar e envolver o leitor com o encanto de seu mundo particular e angustiado. Uma literatura que não deve ser lida sem o compromisso com a arte. Não é leitura de passatempo, embora o prazer estético de ler boa literatura produza, por fim, no bom leitor, a estesia, ou seja, o prazer estético.”

 Ronaldo Costa Fernandes, romancista, poeta e ensaísta 

novembro 6, 2010 Publicado por | Contos | , | Deixe um comentário

Sentimentos & Emoções, de José Araújo

Release:

Em plena correria do mundo moderno, chega às livrarias um livro que conta histórias simples e emocionantes. São histórias do dia a dia: mães, filhos, trabalhadores, animais domésticos e até mesmo objetos que se tornam protagonistas em contos que cativam leitores de todas as idades.

Será que precisamos ver uma estrela cadente para termos coragem de seguir nossos sonhos? Noé conseguiria construir a sua arca em pleno século 21? Um cachorro pode ser incondicionalmente o melhor amigo do homem, até mesmo além da morte?

O segredo do sucesso dos contos de José Araújo é justamente o fato de que qualquer leitor se identifica com as mais diversas situações, ou porque já viveu, ou porque poderia passar por aquilo.

“Escrevo com o coração e de forma simples, pois é na simplicidade que encontramos as grandes verdades!” diz o autor.

O sucesso do primeiro livro “Por um mundo melhor” foi o que levou o autor a escrever o segundo volume. Como os contos sempre passam paz e esperança, os leitores realmente fazem uma reflexão e se sentem mais otimistas.

“É uma delícia viajar nas histórias do José. Cada conto do livro passa uma mensagem e nos faz refletir sobre as nossas próprias vidas. O José Araújo é um desses raros autores que despertam a emoção em todos os seus leitores!” – diz Barbara Cassará, editora da Usina de Letras, que apóia novos autores brasileiros.

“Sentimentos e Emoções” é o segundo livro do autor. Visite o site da obra, em http://livro-sentimentos-e-emocoes.blogspot.com/

Sentimentos & Emoções
José Araújo
Editora Usina de Letras, 184 págs, R$ 20,00

setembro 17, 2010 Publicado por | Contos, Convites de Lançamentos | , , | Deixe um comentário

Adeus à carne e outros contos noturnos, de Daniel Thomaz

agosto 24, 2010 Publicado por | Contos | , | Deixe um comentário

Portal 2001, de vários autores

O Projeto Portal prevê seis números, com periodicidade semestral. Cada número homenageará, no título, uma obra célebre da ficção científica: Solaris, Neuromancer, Stalker, Fundação, 2001 e Fahrenheit.

Aviso importante: o projeto não se destina à comercialização. Os poucos exemplares da revista serão dados de presente aos leitores escolhidos pelos autores.

http://projeto-portal.blogspot.com

 

agosto 24, 2010 Publicado por | Contos | | 2 Comentários

Lançamento de Retratos Japoneses no Brasil, vários autores

Leia o release do livro:

A Editora Anna Blumme lança pelo selo [e] a antologia  Retratos Japoneses no Brasil – Literatura Mestiça no dia 25 de junho, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas, em São Paulo. A coletânea traz crônicas e contos de dez autores nipo-brasileiros: Adalgisa Naraoka, Alexandre Inagaki, Gabriela Kimura, Itiro Takahashi, Mirian Lie, Marilia Kubota, Rucardo  Miyake, Simone Toji, Tereza Yamashita e Wilson Sagae, que  escrevem sobre um tema único: amor.

O título da antologia foi inspirado na série de reportagens  Retratos Japoneses: Crônica da Vida Pública e Privada, escrita pelo americano Donald Richie. Como não é um livro de reportagens literárias nem exclusivamente  de crônicas, o subtítulo esclarece: esta é uma amostra da literatura feita pelos nikkeis –  os imigrantes  japoneses e seus descendentes que nasceram fora do Japão.

Os textos dos escritores nipo-brasileiros estão repletos de palavras japonesas que os termos identificados com a etnia, como Ohayô e Arigatô, Por isto a antologia traz em anexo um glossário com termos em japonês para a perfeita compreensão das narrativas.

Retratos Japoneses no Brasil foi  organizada pela escritora e jornalista Marília Kubota e é apresentada pelo escritor Nelson de Oliveira e pelo professor de literatura Jiro Takahashi, com programação gráfica de Vanderley Mendonça.

Apresentações

Em seu texto de apresentação Nelson de Oliveira diz que,  nesta coletânea,  é a diferença estrutural entre o Japão e o Brasil, dois planetas completamente diferentes, seus conflitos e sua beleza poética, que os dez prosadores reunidos usaram como matéria-prima para suas histórias.

Já para Jiro Takahashi,  Retratos Japoneses no Brasil vêm celebrar a memória e o sonho, a tradição e a ruptura, as esperanças e as frustrações, as raízes e os frutos nas relações de conhecimento de dupla mão que vêm sendo estabelecidas para construção de uma peculiar identidade dos brasileiros descendentes de japoneses.

Segundo a organizadora Marília Kubota, o lançamento da antologia é importante para visualizar as transformações pelas quais passou a tradição inventada dos japoneses no Brasil. É através da ficção que entendemos uma etnia e uma geração, no contexto de uma  nacionalidade e um tempo histórico. É o retrato de uma geração de nipo-brasileiros, mais brasileiros , mas ainda japoneses para o qual a miscigenação é um fato consumado.

Sobre o livro:

Retratos Japoneses no Brasil
Vários Autores.
Organização Marilia Kubota
Selo [e],  Editora Annablumme
144 páginas, R$ 35,00

junho 20, 2010 Publicado por | Contos, Convites de Lançamentos | , | Deixe um comentário

Como se não houvesse amanhã, org. de Henrique Rodrigues

 

capa

Henrique Rodrigues é poeta, contista, mas também um amante da literatura e das artes. E destacando desse amor o tanto que a banda Legião Urbana marcou uma geração, ele decidiu congregar vários escritores, gerando a antologia que busca mostrar como a música também pode servir de inspiração para a escrita.

O livro de contos “Como se não houvesse amanhã”, organizado pelo escritor Henrique Rodrigues, traz vinte histórias inspiradas em músicas da Legião Urbana, cada uma escrita por um autor diferente. Além de ser uma homenagem à banda que se tornou um mito, o livro é também uma amostra do que há de melhor na literatura brasileira contemporânea.

A exemplo das músicas da lendária banda formada em Brasília, os contos tratam de temas universais como amor, perda, revolta, indignação, morte. E, assim como as canções da Legião Urbana, os vinte contos deste livro são delicados, profundos, inquietantes e belos. E todos foram feitos para serem lidos em volume máximo – sim, em volume máximo, tendo a Legião Urbana como som de fundo.

As músicas da Legião Urbana (composta por Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá) embalaram, e ainda embalam, os sonhos, as alegrias, as tristezas e os amores de muita gente. Mesmo tendo encerrado suas atividades de maneira não planejada e trágica, devido à morte de Renato Russo em 1996, a Legião Urbana continua presente na mente e nos corações de milhões de pessoas. Então, não é surpresa alguma que suas canções também sirvam de inspiração para muitos artistas em atividade no Brasil. Incluindo escritores.

 

Veja a lista de autores e as músicas escolhidas:

- Alexandre Plosk (RJ) – Que país é este
- Ana Elisa Ribeiro (MG) – Andrea Doria
- Carlos Fialho (RN) – Faroeste Caboclo
- Carlos Henrique Schroeder (SC) – Há tempos
- Daniela Santi (RS) – Será
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Henrique Rodrigues (RJ) – Acrilic on canvas
-
João Anzanello Carrascoza (SP) – Pais e filhos
-
Manoela Sawitzki (RS) – Giz
-
Marcelo Moutinho (RJ) – Vento no litoral
-
Mariel Reis (RJ) – Música de trabalho
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Maurício de Almeida (SP) – Sagrado coração
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Miguel Sanches Neto (PR) – Meninos e meninas
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Nereu Afonso da Silva (SP) – Ainda é cedo
-
Ramon Mello (RJ) – Sereníssima
-
Renata Belmonte (BA) – Por enquanto
-
Rosana Caiado (RJ) – Eduardo e Mônica
-
Sérgio Fantini (MG) – Música Urbana 2
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Susana Fuentes (RJ) – Quando o sol bater na janela do seu quarto
-
Tatiana Salem Levy (RJ) – Tempo perdido
-
Wesley Peres (GO) – Monte Castelo

Lançamento:

* Dia 27 de março (sáb), a partir de 19h00 às 22h00,
na Cinemathèque
de Botafogo (RJ)
Rua Voluntários da Pátria, 53 - Botafogo – RJ
Acesse o convite.
Tel: (21) 2579-6736 / 2226-9691

~~ Nesse dia 27 de março, Renato Russo faria 50 anos ~~

Mais…

- Leia o perfil de Henrique Rodrigues aqui no Sobrecapa;
- Leia matéria sobre lançamento dia 25 de março, em Campinas, publicada na EPTV;
- Leia matéria publicada no TodoDia.

Como se não houvesse amanhã
org. de Henrique Rodrigues
Record, 160 págs, R$ 32,90

* Leia a orelha do livro e entrevista com Henrique Rodrigues *

março 23, 2010 Publicado por | Contos | , , | 4 Comentários

O outro escritor, de Thelma Guedes

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Thelma Guedes quando tinha 19 anos quis ser atriz e cantora, mas logo percebeu que sua paixão era pela escrita. Acabou mestre em Literatura e respirando esse amor em todas as formas. Seu primeiro livro de contos foi publicado em 1997. Depois disso, publicou outros livros, enquanto trabalhava como roteirista na Tv Globo em vários programas de humor, infantis e telenovelas.

Em 2010, Thelma lança um novo livro de contos, em que traz a seguinte pergunta:

Como os grandes autores influenciam o leitor que se tornou escritor?

De que maneira outras vozes literárias entram e aparecem na escrita desse escritor-leitor? Como as referências literárias que formam um escritor se inserem na sua literatura? E quando um escritor se torna independente dessa influência? Ou seja, qual o resultado do processo de verdadeira “antropofagia” que há na criação literária?

A proposta da autora em O Outro Escritor é construir um exercício de diálogo ficcional com os seus escritores preferidos e de sua formação, em contos que fazem referências às suas obras – seus estilos, temas e personagens – ou que trazem para a cena os próprios autores como personagens.

Ao introduzir nos textos, conscientemente, elementos de influência, Thelma Guedes forja um embate ou “acerto de contas” metafórico, no qual ela se coloca no lugar de um “outro escritor” que desconstrói literariamente seus mestres, para rebelar-se e abandoná-los.

Um exercício de livre imaginação composto por contos que conversam com Machado de Assis, Virgínia Woolf, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Juan Rulfo, Gabriel García Márquez, Kafka, James Joyce, Philip K. Dick, entre outros.

Brincando um pouco com as ideias de angústia e realização, inerentes ao trabalho da criação, o livro se propõe a pensar a literatura por meio da própria literatura.

Trata-se, portanto, de um desafio metalinguístico e também uma forma de celebrar a arte da escrita.

O livro começou a ser escrito a partir do conto chamado “O Ponto”, onde a autora homenageia Clarice Lispector. E a ideia surgiu em 2000, durante uma oficina literária com João Silvério Trevisan.

O livro foi selecionado no ProAc 2008, Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Lançamento:

* Dia 08 de março (seg), a partir de 19h00,
na
Livraria Argumento (RJ)
Rua Dias Ferreira, 417 - Leblon – RJ
Tel: (21) 2239-5294

A partir das 21h30 haverá leitura de trechos dos contos do livro por atores convidados,
entre eles: Camila Pitanga, Carmo Dalla Vecchia, Heloísa Perissé e Paula Burlamaqui.

Mais…

- Leia o perfil da autora aqui no Sobrecapa;
- Acompanhe a autora no twitter;
- Leia entrevista da autora sobre o lançamento, publicada na Revista da TV;
- Leia coluna de Anna Ramalho do JB a respeito do lançamento.

O Outro Escritor
Thelma Guedes
Nankin Editorial, 120 págs, R$ 25,00

A comparação e o diálogo com as obras de outros criadores – como é comum acontecer – fundamentaram a minha escrita. E até hoje meus mestres estão por aqui. Meus fantasmas queridos ainda estão falando com os meus botões. Mas não mais na sala de estar da minha criação. (…)
Este livro pode ser lido, então, como uma espécie de “homenagem póstuma”,
por meio de contos que, de alguma maneira, tenham a ver com as obras dos autores
que me despertaram para a vida literária.
Thelma Guedes

março 7, 2010 Publicado por | Contos | , , | Deixe um comentário

Lançamento de “Contente em ler – Cineastas”

convite

convite

Autores:

Arnaldo Jabor, Bruno Barreto, Cacá Diegues, Claudio Torres, Daniel Filho, Esmir Filho, Fellipe Barbosa, José Joffily, José Padilha, Lírio Ferreia, Mauro Lima, Murilo Salles, Roberto Farias, Ruy Guerra, Sandra Werneck, Sergio Rezende, Walter Carvalho, Walter Lima Jr., Walter Salles e Zelito Viana.

Reunir tantos nomes consagrados é difícil até em festival de cinema, mas agora eles estão reunidos no primeiro volume da série “Contente em Ler” – uma iniciativa inédita, parceria da Contente Entretenimento e a Editora Usina de Letras.
 
Os exemplares de todos os volumes da série “Contente em Ler” terão R$ 1,00 em renda revertida para diferentes empresas do terceiro setor. O Instituto da Criança foi o escolhido para ser beneficiado com o Volume I. Para a instituição será uma ajuda inestimável, que beneficiará centenas de crianças e jovens.

 Serão cinco volumes da série “Contente em Ler”. Cada volume da série será dedicado a uma classe específica de profissionais da área de entretenimento, como cineastas, autores, atores, músicos e jornalistas. O livro será lançado sob o selo especial Vermelho Marinho, que visa promover uma nova literatura popular brasileira. 

Lançamento:

* Dia 07 de dezembro, às 19h00,
na Casa de Cultura Laura Alvim, Ipanema

Contente em Ler – Cineastas” – Volume I
Editora Usina de Letras, 144 págs., R$ 25,00

dezembro 6, 2009 Publicado por | Contos, Crônicas | , , | Deixe um comentário

Vícios ocultos, de Miriam Mambrini

capa

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Miriam Mambrini é carioca, tem seis livros publicados e lança agora em outubro seu sétimo livro, a coletânea de contos Vícios ocultos. Mas o livro traz uma novidade em sua carreira, pois também é o primeiro Audiolivro dela e da Editora BomTexto.

Miriam participou ainda de algumas antologias e ganhou vários prêmios literários.

Quem não tem uma maniazinha? Um hábito que teimamos em não abandonar? Em Vícios ocultos, Miriam Mambrini cria personagens com os mais variados tipos de vícios, desde um aparentemente simples hábito de ler necrológios até a atração por anãs. Miriam desvela esse complexo que é o ser humano e nos demonstra, muitas vezes de forma irônica, o que afirma um de seus personagens: “a normalidade está na estranheza”.

Simão Bacamarte, o alienista, depois de internar uma multidão no hospício, achou mais prático deixar os loucos circularem livremente e recolher para tratamento os lúcidos e sãos, em muito menor número e, portanto, anormais. A tese do extraordinário personagem de Machado de Assis, de que a normalidade está na estranheza, cai como luva na tentativa de reunir, sob um mesmo prisma, os 13 contos de Vícios Ocultos (Bom Texto Editora – Coleção Novo Conto Novo), obra que marca a volta de Miriam Mambrini ao universo dos contos, após três romances e um livro de crônicas.

A visão do vício como apenas uma maneira muito própria de viver – viciosa, porque fora dos padrões – é o passaporte para o leitor mergulhar mais “liberto” nas histórias de:
- Oscar, “homem culto, rico, e heterossexual fervoroso” que roubava brincos excêntricos (“O que vem primeiro? A mulher ou o brinco?, perguntei. “O brinco”, ele respondeu, sem hesitar”);
- Agnaldo, o vigia de um clube de grã-finos que é protagonista do conto, mas não do costume “censurável” (“Escarrapachados nas poltronas fundas, quatro alegres velhotes, entre eles o presidente, pitavam um baseado toscamente enrolado, que passava de mão em mão. (…) Pé ante pé, afastou-se dali e retomou a caminhada. Alerta. Sempre alerta);
-
Clodoaldo, personagem de Nanismo (“Oscilava sobre as pernas curtas com um jogo de corpo lateral que me fascinou e distraiu de tal forma que esqueci de diminuir o ritmo de meus passos, e quase a alcancei”), entre tantos outros.

O predomínio do ponto de vista masculino é uma marca da autora.

Miriam expõe a todos, “nus e crus, exatamente com o leitor quer vê-los”, assinala o escritor Alexandre Brandão, na orelha da obra. E “além de nos contar bem suas histórias de excessos, acrescenta a este livro um pequeno detalhe cujo efeito surpreende: ela registra diversos diálogos travados com escritores de sua relação”, entre os quais João Silvério Trevisan (em Débito: “Quem sobrevive se responsabiliza pela memória dos mortos; quanto mais sobrevivente for, mais mortos terá”), Nilma Lacerda, Luiz Ruffato e Adriana Lisboa (em O colecionador: (…) “A boa notícia é que, entre os extremos, existe sempre um porto de olhos fechados e respiração pausada (…)”.  

Sua temática (…) não vem embalada em moralismo, ditada como receita de superação, tampouco presa a pessimismo de grau algum.” – Alexandre Brandão

O lançamento do livro ocorreu em outubro.

Mais…

- Leia o perfil da autora aqui no Sobrecapa;
- Leia o conto Oblivion do livro Vícios ocultos, publicado no Jornal Rascunho;
- Leia o conto Sujeito e objeto, publicado na revista Bestiário;
- No mês de outubro/2009, acesse o site da editora e baixe, grátis, o conto Nanismo, parte do audiolivro Vícios Ocultos.

Vícios ocultos
Miriam Mambrini
Editora Bom Texto, 200 págs., Livro (R$ 40,00); AudioLivro (R$ 25,00, contendo 3 cds)

* Leia a orelha do livro *

outubro 18, 2009 Publicado por | Contos | , , | 4 Comentários

A sombra que me seguia, Adriane Salomão

capa

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Adriane Salomão é jornalista, atriz formada pela Escola de Teatro Martins Penna, trabalha atualmente como assessora de imprensa, mas foi uma oficina literária com a professora Marise Eduane, que lhe trouxe um fruto muito especial: seu primeiro livro de contos.

Histórias bem-humoradas, com desfechos surpreendentes e personagens originais marcam seu livro de estreia. Num estilo ágil e vibrante, os contos de A sombra que me seguia envolvem o leitor num jogo de emoções, surpreendendo-o com um olhar sensível e inteligente sobre a vida e a natureza humana.

São 47 contos marcados pelo suspense, numa narrativa repleta de bom humor e criatividade. O jeitinho brasileiro, a malandragem carioca, a mulher sempre atrasada; a solidão, o preconceito, as mazelas sociais; conto de fadas, bumba-meu-boi, imaginário brasileiro. São diversos os cenários e tipos brasileiros que trazem um retrato da sociedade com seus mitos, rótulos e verdades.

O prefácio é assinado pela escritora Olga Savary que destaca, entre percepções cheias de elogios, o surrealismo presente no texto e o fato da autora não se prender a regras. Sua maneira de construir as histórias ativa o inconsciente sutilmente, surpreendendo o leitor a cada página.

Marise Eduane, que estimulou através de suas aulas o nascimento destes personagens, assina a orelha do livro ressaltando a persistência de Adriane para entrar neste universo da produção literária fazendo uso, especialmente, de sua imaginação.

Com ilustração da designer Mônica Grandchamp – sob foto do vídeo “Encontro e desencontro” de Ivens Machado, o livro conta ainda com o comentário de Adriana Falcão, na quarta capa: “leve, emocionante, divertido, diverso, original e delicioso”.

Lançamentos:

Dia 03 de setembro, às 19h00, na Livraria Papelote
(Praça Demerval Barbosa Moreira, 45 - Centro – Nova Friburgo – RJ)
Participações especiais cantando e contando histórias:
Grupo Talum, Mariane Canella e Raquel Nader

Dia 15 de setembro, às 19h30, na Cinematheque
(Rua Voluntários da Pátria, 53 – Botafogo - Rio de Janeiro – RJ. Tel 21-2286-5731)
No sarau de lançamento, a autora interpretará o conto ‘O Quadro na Parede do Corredor’. Maurício Rizzo, Grupo Talum, Daniela Calazans, entre outros artistas,
também participarão do evento.

Mais…

- Leia o perfil da autora aqui no Sobrecapa;
- Acesse o blog do livro;
- Leia o twitter da autora;
- Leia matéria no Fórum Século 21;
- Leia matéria do Jornal A Voz da Serra;
- Leia resenha escrita por Cláudia Fonseca, publicada no Almanaque Virtual;
- Leia matéria do Jornal Mais Bom Jardim + Nova Friburgo.

A sombra que me seguia
Adriane Salomão
7 Letras, 144 págs., R$ 25

* Leia a orelha do livro *

setembro 1, 2009 Publicado por | Contos | , , | Deixe um comentário

Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa, org. por Marcelo Moutinho e Jorge Reis-Sá

capa

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Marcelo Moutinho é um escritor que não se limita a escrever boa ficção, ele também vive e respira cultura. Seu amor pela literatura o faz divulgar a boa literatura, quando não incentivá-la, seja com suas resenhas, os posts em seu blog ou organizando antologias. Ele promete que esta é a última, mas desconfio que não resistirá a uma nova boa ideia, pois o público leitor também não resiste. Então se há público, a ideia não está saturada. Foi nessa linha que Marcelo se reuniu com o escritor português Jorge Reis-Sá e, partindo de um livro publicado por Jorge (A sua palavra favorita), eles organizaram e lançaram em junho a coletânea de contos Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa.

Como um bom dicionário, ele é repleto de palavras, e seus significados estão expressos em contos, poemas e até ensaios. Escolher uma palavra favorita na língua portuguesa — quando se tem à disposição mais de 400 mil opções — pode ser uma tarefa um tanto quanto complicada. Pois este foi o desafio proposto a 35 autores do idioma, de cinco países diferentes. O resultado não podia ser melhor.

A seleção dos participantes obedeceu a um conceito básico: explorar as possibilidades da Língua Portuguesa. Dessa forma, há desde poetas mais afeitos às formas clássicas a outros que trabalham com o verso livre. Entre os prosadores, a variedade se repete. Ao lado de jovens para os quais a crítica especializada já chamou a atenção, estão escritores laureados com prêmios como o Portugal Telecom, o José Saramago, o Jabuti e o Machado de Assis, entre outros. Detalhe importante: por decisão dos organizadores e da editora, o livro obedece as antigas regras de ortografia.

Em um ano marcado por discussões sobre o acordo ortográfico da língua portuguesa, que unifica o idioma escrito em todos os países onde ele é oficial, optou-se por manter, neste “dicionário”, as peculiaridades do português de cada país presente na obra. São autores do Brasil, de Portugal, de Angola,  de Moçambique e do Timor Leste, e, em cada um deles, a mesma palavra pode assumir formas e significados diferentes. “Justamente para sublinhar essa distinção que depreende da unidade, tornando-a mais rica, optamos por não obedecer às regras do novo acordo ortográfico”, afirmam os organizadores.

O Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa é “um dicionário de palavras íntimas”, que fala de amor e amores, entre eles aquele que é dirigido ao peculiar e notável idioma que nos foi legado, o português — sempre mutante e encantador.

35 autores, 35 palavras, 4 continentes

Brasil — Adriana Lisboa (Guerrilha), Alexei Bueno (Oblívio), Amílcar Bettega (Neve), Antonio Cicero (Moderno), Antônio Torres (Saudade), Armando Freitas Filho (Morte), Bruna Lombardi (Serendipidade), Fabrício Carpinejar (Casa), Fernando Molica (Buceta), Flávio Izhaki (Vício), Glauco Mattoso (Sola), Heloisa Seixas (Espelho), Henrique Rodrigues (Você), Jorge Fernando da Silveira (Rio), Marcelino Freire (Palavra), Marcelo Moutinho (Água), Mariana Ianelli (Condor), Paulo Henriques Britto (Peteleco), Raimundo Carrero (Sombra), Tatiana Salem Levy (Deserto).

Portugal — Antônio José Teixeira (Árvore), Daniel Maia-Pinto Rodrigues (Bosque), Desidério Murcho (Verdade), Francisco José Viegas (Poeira), Jorge Rocha (Rosa), Jorge Reis-Sá (Sombreiro), José Luis Peixoto (Calicatri), Manuela Costa Ribeiro (Viajar), Paulo Brody (Violeta), Rui Lage (Insecto).

Angola — Ana Paula Ribeiro Tavares (Silêncio), João Melo (Porra), Ondjaki (Sandália).

Moçambique — Guita Jr. (Fogo).

Timor Leste — Luís Cardoso (Madrugada).

O lançamento no Rio ocorreu em julho.

Mais…

- Leia perfil do Marcelo aqui no Sobrecapa;
- Acesse o site do Marcelo Moutinho;
- Leia entrevista com o autor, a respeito do livro, publicada no Prosa & Verso;
- Leia resenha escrita por Juliana Krapp, publicada no Caderno Ideias

Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa
organizado por Marcelo Moutinho e Jorge Reis-Sá
Casa da Palavra, 134 págs., R$ 49

agosto 10, 2009 Publicado por | Contos | 3 Comentários

A liberdade é amarela e conversível, de André Giusti

capa

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André Giusti é jornalista e escritor, já publicou três livros de contos, sendo que o primeiro (Voando pela noite: até de manhã) foi finalista do Prêmio Jabuti. Agora em 2009, André lança seu quarto livro, se consolidando como um autor urbano, em que a grande cidade é o palco de situações vividas pelo homem dessa primeira década do século.

Os doze contos do livro são histórias de desemprego, divórcio, preconceito, convivência, sonhos de infância, filhos, morte e vida, contadas com lirismo, ironia e até mesmo humor. 

Assim, André nos apresenta um mundo já velho conhecido de todos nós, que está nas ruas, nos jornais e em nossos quartos. A novidade é o olhar que se emprega. Com uma narrativa madura, o autor percorre a cidade e o homem contemporâneo, transformando o corriqueiro em inusitado e a banalidade em poesia.

O Lançamento em Brasília ocorreu em junho. O próximo será no Rio.

Lançamento:
Dia 06 de agosto, às 19h00, no Belmonte
(Rua Jardim Botânico, 617 – Jardim Botânico – RJ. Tel 21-2239-1649)

Mais…

- Leia perfil do autor aqui no Sobrecapa;
- Acesse o twitter do autor;
- Acesse o site do autor;
- Leia resenha do livro publicada por B. Scartezini, no Correio Braziliense (disponível no site da editora);
- Leia um dos contos do livro, Vale do Paraíba, publicado no site www.saladeleitura.com.br;
- Leia um dos contos do livro, Boa índole, publicado no Jornal Rascunho

A liberdade é amarela e conversível
Coleção Rocinante
André Giusti
7Letras, 108 págs., R$ 28

* Leia a orelha do livro *

agosto 4, 2009 Publicado por | Contos | , , | 2 Comentários

Era outra vez, de Livia Garcia-Roza

Capa

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Livia Garcia-Roza é uma autora que transita à vontade por vários gêneros: romance, contos e infantojuvenis. E isso é apenas uma satisfação a mais para nós, leitores fiéis de sua prosa fluida e com o inconfundível humor inteligente. No final de 2008, ela nos presenteou com dois lançamentos: o romance Milamor e o infantil A casa que vendia elefantes. Em 2009, Livia reapresenta os clássicos infantis em contos adultos, usando de toda a sua imaginação ao focar pontos de vista inusitados.

Era outra vez é um livro de contos que recria e atualiza histórias infantis consagradas. Entre as narrativas reinventadas estão clássicos do repertório do conto de fadas, como Branca de Neve e os sete anões, fábulas universais como A cigarra e a formiga, além de uma obra-prima da literatura universal, As mil e uma noites, e uma das mais conhecidas obras da literatura infantojuvenil brasileira, Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado.

Livia Garcia-Roza apresenta situações em que as obras originais são subvertidas e reinventadas para um cotidiano atual. Os protagonistas são crianças e adultos que vivem os dilemas e as dificuldades típicas do mundo contemporâneo: pais e mães estão ocupados demais para atentar para os filhos, irmãos e irmãs não param de se torturar e os pequenos muitas vezes parecem mais maduros que a gente grande. Com muito humor, essas histórias ganham novos sentidos e mostram como a fonte da imaginação é não apenas inesgotável, mas também imprevisível e prato cheio para novas interpretações.

O livro foi publicado em fevereiro desse ano. E para começar a curtir logo, leia o primeiro conto: Mamãe fantasma, publicado no Jornal Rascunho

Mais…

- Leia perfil da autora aqui no Sobrecapa;
- Leia a resenha que publiquei no Canastra de Contos;
- Leia resenha que Marcelo Spalding publicou no Digestivo Cultural;
- Leia a resenha escrita por Marcio Renato dos Santos, no Caderno G (Gazeta do Povo);
- Leia a citação na coluna “melhores lançamentos na seleção da Revista Bravo”;
- Leia o post que a Ivana Arruda Leite publicou em seu blog;
- Leia o post que a jornalista Anaik Weid publicou em seu blog;
- Leia entrevista da Livia ao José Castello, no Paiol Literário, promovido pelo Jornal Rascunho;
- Leia a entrevista da Lívia para a Agência Riff sobre o livro.

Era outra vez
Livia Garcia-Roza
Companhia das Letras
, 88 págs, R$ 30

* Leia a orelha do livro *

julho 23, 2009 Publicado por | Contos | , , | Deixe um comentário

   

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