Sobrecapa Literal indica(RJ): Lançamento de Um pirata muito só, de Denise Crispun
Quando só a coragem não está pela metade
Novo livro de Denise Crispun conta a história de um pirata às voltas com a solidão.
Todo mundo já esbarrou por aí num pirata de um olho só. Ou num pirata perneta. O corsário desta história, porém, é dos mais exóticos. Ele não tem um dos olhos, nem uma das pernas. Também tem uma orelha só, uma narina só, um braço só, um sovaco só, uma bochecha só. Não bastasse isso, vivia sozinho — muito só! —, navegando por aí num barco chamado Solidão.
Ainda assim, charme nunca lhe faltou. Repare, leitor atento, no traçado estiloso de seu mundo marítimo, habitado por peixinhos coloridos, marujos divertidos e orlas sempre à espreita. Repare em seu baú de apetrechos, cheio de coisas curiosas; em seu jeito cativante de olhar o horizonte; em sua fofura de menino-pirata.
A este herói dos mares também nunca faltou perseverança. É pirata tinhoso, o danado. Tanto que, ao ver uma garrafa misteriosa boiando na praia, não titubeou: foi atrás da novidade. Lá dentro achou um mapa, bem pequenininho. E, escondido nos minúsculos enigmas daquela cartografia, um provável ― e misterioso ― tesouro, que ele só poderia alcançar após cumprir três tarefas.
Para saber o resto da história, só mesmo lendo o livro de Denise Crispun, ilustrado por Mariana Massarani, que resgata, em pleno século 21, o encanto dos corsários que sempre habitaram com estilo e graça a literatura mundial. Impossível resistir.
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