Lista de Mais Vendidos
Depois de alguns meses sem publicar o ranking de mais vendidos exclusivo da Literatura Nacional, o Sobrecapa volta a publicar a sua lista de mais vendidos.
Para marcar essa volta, publicamos os mais vendidos do período de Abril a 20 de Novembro de 2010. A partir do mês que vem voltaremos a publicar a lista mensal.
Para conferir a lista, acesse o link http://sobrecapa.wordpress.com/mais-vendidos/lista-de-mais-vendidos-periodica-abril-a-20-de-novembro-de-2010/.
O ranking conta com mais de 20 livros nacionais de ficção adulto e mais de 10 livros infanto-juvenis.
Asfalto, de Sérgio Bernardo
Ligado à imprensa desde 1999, atuando como jornalista e cronista, Sérgio Bernardo nasceu no Rio de Janeiro, capital. Poeta e contista, começou na literatura em 1984, sendo premiado em diversos estados do Brasil, em várias cidades de Portugal e também na Argentina. Entre os prêmios destacam-se o Escriba de Poesia (2000), Helena Kolody de Poesia (2002), Paulo Leminski de Contos (2002), Prêmio OFF FLIP de Poesia (2006), Femup (2008), Cidade Poesia (2009), Ufes (2010) e o Felippe D’Oliveira em várias edições. Publicou, em 2005, Caverna dos signos (poesia e prosa), a convite da Secretaria de Cultura de Nova Friburgo/RJ, cidade onde mora.
Asfalto eleva a uma condição quase épica os que vivem no meio-fio, os despossuídos, os que exercem diuturnamente o ofício da miséria, os excluídos do sistema, os cidadãos do asfalto que alimentam as estatísticas da injustiça com seus andrajos. Os poemas reunidos neste livro demarcam um lirismo a um só tempo contundente e comedido, a meio caminho entre a concisão de Mario Quintana e a crueza de João Cabral.
Lançamento:
19 de novembro de 2010, às 19h00
Livraria Travessa de Ipanema
(Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema – RJ)
26 de novembro de 2010, às 19h00
Livraria Livraria da Vila – Jardins
São Paulo
O livro está à venda no Site da Martins Fontes.
Convite de “Com esse ódio e esse amor”, de Maria José Silveira
Saiba mais no blog da autora: http://mariajosesilveira.wordpress.com.
Fragmentos do Desencontro, de Joana Cabral
Um livro projetado para provocar no leitor o prazer estético e a reflexão, em doses iguais de intensidade. É assim que a autora Joana Cabral define “Fragmentos do Desencontro”, seu novo livro de contos. A obra é composta por 23 contos, que têm como ponto em comum a abordagem de fatos do dia a dia por uma perspectiva inusitada. “Meus contos “desenganam” o leitor; o final feliz nem sempre acontece no desenlace dos pequenos dramas do quotidiano”, relembra a ficcionista.
”Minha escrita é o resultado do que recolho em bruto, no ir e vir à escola de minha filha, de um percurso eventual de metrô ou de ônibus. Geralmente, quando sento ao computador, já tenho toda a narrativa pronta”, revela a autora, que, também, investiga registros em fotos do quotidiano publicados na imprensa, como fontes de estímulo à sua escrita.
Sobre a autora:
Joana Cabral é contista e roteirista de teatro. Nasceu em Juiz de Fora (MG) e foi criada em Brasília, onde atuou como empresária por quinze anos. Mas a leitora compulsiva dos clássicos e da moderna ficção nacional e estrangeira, falou mais alto. Joana deixou os negócios e migrou para a carreira literária. Formou-se em Letras e dois anos depois, já radicada no Rio de Janeiro, recebeu o prêmio “Osman Lins de Contos – 2005”. “Fragmentos do Desencontro” é o primeiro livro solo da autora, que já foi publicada na “IV Antologia de Contos de Autores Contemporâneos”. Adaptou para o teatro o livro infantil “O Capitão e a Sereia”, de “André Neves”. Lançou, recentemente, a revista eletrônica “Mulheres de Opinião”.
Site: www.mulheresdeopiniao.com.br
Twitter: @joanadcabral
E-mail: joana@mulheresdeopiniao.com.br
Lançamento:
11 de novembro de 2010, às 19h30
Livraria Ponte de Tábuas
(Rua Jardim Botânico, 585, esquina com J. J. Seabra - Jardim Botânico – RJ)
Fragmentos do Desencontro
Joana Cabral
Editora Pedro e João Editores (SP), 116 págs, R$ 24,90
Leia depoimentos sobre o livro:
“O livro “Fragmentos do Desencontro” apresenta vinte e três contos que aparentam desenrolar-se estritamente no horizonte do prosaico para, em seguida, lançar-nos no estranhamento da perda repentina de contato com o previsível. Algo quebra a narrativa do cotidiano dos personagens para instaurar um outro ordenamento do pressuposto real. É nesse movimento pendular entre o lugar do comum e o lugar do insólito que se consolida a matéria poética da prosa de Joana Cabral.”
Igor Marques, artista plástico e poeta
“Joana Cabral produz uma obra densa, cheia de som e fúria, onde os personagens nos alertam para o desconforto de viver, mas apontam para uma solução e sempre, como no final do conto “Entre Demônios”, vale a pena viver. Estamos diante de uma contista que sabe narrar e envolver o leitor com o encanto de seu mundo particular e angustiado. Uma literatura que não deve ser lida sem o compromisso com a arte. Não é leitura de passatempo, embora o prazer estético de ler boa literatura produza, por fim, no bom leitor, a estesia, ou seja, o prazer estético.”
Ronaldo Costa Fernandes, romancista, poeta e ensaísta
Um jantar com Fernando Pessoa, de Antonio Chibante
Como é dito na quarta capa do livro, diz o povo que não se pode ir a Roma sem ver o Papa. Maria, personagem deste livro – Um jantar com Fernando Pessoa, em outra reverência, diria: não se pode ir a Lisboa sem ter um jantar com Fernando Pessoa, um dos grandes nomes da Literatura em Língua Portuguesa.
A Maria deste livro é holandesa, íntima dos moinhos, e acostumou-se a ver, como Quixote, o que ninguém consegue ver. Assim, propôs a si um encontro insólito e, para o universo dos Sanchos, impossível. Como encontrar-se com o que já foi? Como materializar um fantasma que traz, em si, a alma de Portugal? Como ressuscitar esse Portugal metafísico de Fernando Pessoa?
A resposta está no livro. Lendo Antonio Chibante,
Texto da orelha:
O ser humano tem muitas fomes: as do estômago e as da alma. Para tanta fome, há de haver possibilidades variadas de alimentação: pratos sólidos e insólitos.
A depender do convidado, o cardápio tem de ser especial. Não deve limitar-se ao plano físico; pode, muito bem, expressar necessidades metafísicas e tentar saciá-las.
Esse é o caso de Um jantar com Fernando Pessoa. Nele, não importa a carta de vinhos e o registro de suas safras. A transcedência não se dá pelo rasteiro grau etílico da anfitriã e do nobre convidado. Aqui, neste jantar incomun, a transcedência é comunicação no sentido pleno e original da palavra: comunhão de almas.
Um jantar com Fernando Pessoa já nasce grande. Não apenas em função da estatura do poeta-personagem, mas em função do requinte e da elegância com que o autor do livro penetra o labirinto existencial de um dos oráculos da alma portuguesa.
Um jantar com Fernando Pessoa não precisa do Fernando em pessoa. O seu fantasma basta para aqueles que veem em tudo o que lá não está, uma vez que o estar não exige uma relação presencial. E muito menos o ser.
Um jantar com Fernando Pessoa é um momento de se fazer da mesa um espaço de diálogo, um lugar de trocas afetivas, um templo de se cultuar a palavra portuguesa em desdobramentos de significados únicos. É um momento de se buscar a palavra transcendente, exatamente aquela cujo sentido mais escondido nos convida para essa viagem ontológica, que os Esteves sem metafísica nunca entenderão.
- Leia o perfil do autor aqui no Sobrecapa.
Um jantar com Fernando Pessoa
Antonio Chibante
Editora Ao Livro Técnico, 63 págs, R$ 23,00
Compre na Livraria Travessa, pelo link do Sobrecapa.
Ela disse, ele disse, de Thalita Rebouças
Release:
Em seu primeiro livro a ter um menino como protagonista, Thalita Rebouças mostra a mesma sensibilidade e bom humor para captar o universo adolescente masculino quanto revela em relação ao mundo das meninas. Fenômeno da literatura teen com 10 títulos publicados e mais de 800 mil exemplares vendidos, a autora de Fala sério, mãe! , Tudo por um namorado e Uma fada veio me visitar, entre outros sucessos, lança agora o divertido Ela disse, ele disse. Com tiragem inicial de 30 mil exemplares, o livro chega às lojas pelo selo Rocco Jovens Leitores.
Alternando as vozes de Rosa e Leo, ambos adolescentes de 14 anos novos no mesmo colégio, Ela disse, ele disse é um divertido romance que mostra como meninos e meninas podem sentir as mesmas coisas, mas pensar e agir de modo muito diferente. Por muito pouco, a timidez de um pode virar antipatia na cabeça do outro; por outro lado, uma reação mais alegre e espontânea corre o risco de ser interpretada como “mole” pelo sexo oposto. Não é à toa que, do alto dos seus 14 anos, Rosa conclui que “garotos são feitos de outro tipo de massinha”.
Mas apesar de todas as diferenças, os olhares desses dois filhos únicos de pais separados insistem em se cruzar desde o primeiro dia de aula na escola Dinâmica. Ele foi logo puxando conversa com ela, deslocada no canto da sala. “Ai, que fofo”!, pensa Rosa, já certa de que Leo, além de muito educado, estava superinteressado nela; mas tão rápido e descolado quanto demonstra ser para se aproximar, não pensa duas vezes antes de dar as costas à garota e se juntar à ala masculina da turma para integrar o time de futebol na hora do recreio. “Garotos… humpf”!.
Para Leo, no entanto, tudo é muito simples: “Tinha uma carteira vazia perto da janela e fui direto para lá. Para evitar ficar calado e com cara de desentrosado, puxei logo papo com uma menina que parecia estar sozinha”. E quanto ao convite para o futebol, bem, existe outra resposta possível para um garoto neste caso a não ser um objetivo e certeiro “Tô dentro”? “No vestiário, depois da pelada, eu já me sentia parte do grupo”, revela; enquanto Rosa fica tentando entender por que os meninos viram melhores amigos em questão de segundos quando esta palavrinha mágica chamada futebol entra em campo.
Temas como amizade, bullying, respeito às regras e a relação entre pais e filhos também estão presentes no livro, abordados com a naturalidade e a descontração características da autora. E como num quebra-cabeça em que cada peça se encaixa perfeitamente à outra, a narrativa se desenrola revelando, com ritmo e bom humor, os sonhos e angústias de meninos e meninas diante de cada situação, com direito a passagens hilárias causadas pela difícil comunicação entre os sexos.
Leia um trecho do livro.
Leia a orelha do livro.
Ela disse, ele disse
Thalita Rebouças
Editora Rocco, 192 págs, R$ 27,50









